segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Discurso 2012


Prezados pais, direção, colegas professores, bom dia. É com alegria que lhes peço licença para dirigir-me aos alunos. Em especial aos formandos do 3º. Ano B, que carinhosamente me convidaram a ser paraninfo da turma, mas não menos importantes, volto-me também aos demais formandos do 3º. Ano A, com quem também tenho trabalhado há alguns anos e aos do 9º. Ano, que tive o prazer de conhecer em 2012, mas conviveremos por vários outros. Bom dia, queridos alunos.
Não posso ignorar minha felicidade ao receber esse convite, surpresa, eu diria sempre, porque colher os frutos de nosso trabalho é sempre gratificante, ainda mais quando ele vem como reconhecimento por tudo que fazemos, afinal, ser professor é mais que ensinar um conteúdo trazido nos livros, é levar o discípulo a encontrar o que estava escondido nas entrelinhas daquela lição.
Lembro-me, ainda, de quando entrei na sala do 9º. Ano de 2009, olhinhos assustados querendo saber quem era aquela professora séria... lembram-se? Fomos nos conhecendo aos poucos. Quem gosta de quê? Vamos ouvir poesia??? Como? Ah, era uma música, que surgiu de uma poesia. Para viver um grande amor preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso... Acho que levei essa história de pouco riso muito a sério, não??? Mas nossa história deu certo. Entre risos e lágrimas chegamos aqui e daqui seguiremos até onde nossos passos nos conduzam.
Vivemos momentos interessantes, grandes descobertas, para vocês e para mim. O projeto EPTV na escola daquele ano eu jamais esquecerei. Ouvi garotinhas que me pareciam ingênuas e desinteressadas no mundo avaliar a influência da mídia em suas, não em nossas vidas, apontando o que estava errado. Fantástico! Vocês já sabiam muito mais do que eu esperava ensinar. Quem disse que mestre não aprende? Aprende e muito...
A passagem do ensino fundamental para o médio trouxe ainda mais sustos. Como era difícil olhar para vocês e não ver ainda aqueles rostinhos pedindo ajuda... Mas os meses foram passando e vocês foram revelando todo o potencial que estava guardado, esperando para ser despertado.
Foram grandes as discussões diante das provas e dos textos, nem sempre tão bons... Entretanto, observar suas argumentações e posturas diante de fatos que não aceitavam, foi determinante para mostrar-me em que estava acertando ou errando. Errando... vocês me disseram sobre quanto eu mudei... Que bom, porque o homem que espera entrar duas vezes no mesmo rio, já perdeu a oportunidade de ser melhor.
Quero continuar mudando dia-a-dia, buscando ser sempre uma pessoa melhor que no dia anterior. E é isso que desejo a vocês, continuem mudando, para melhor. Busquem as oportunidades que poderão contribuir para esse crescimento. Acreditem em seus sonhos e lutem por realizá-los, mas não se esqueçam, jamais, que precisamos das pessoas que estão ao nosso redor para alcançar esses objetivos e, portanto, valorizá-las e respeitá-las é imprescindível.
Não somos iguais, pois somos únicos. Assim, alguns de vocês se destacam pelo compromisso, outros pela generosidade, outros pela honestidade e senso de justiça e, alguns por levarem o lema “let it be”, que não é tão ruim, mas não deve ser usado sempre. Contudo, juntos formaram uma grande equipe, com conquistas e derrotas, porque a vida é assim e o mais importante é aprender com ambas.
Minha amiga Luci declama, eu leio e uso da intertextualidade para fazer minhas as palavras que um poeta escreveu e um músico tornou canção:
Se você ficar triste que seja por um dia, e não um ano inteiro, e entenda que rir é bom, mas rir de tudo é desespero.
As frases das provas sempre produziam efeito sobre alguns de vocês, e acho que estas foram as mais comentadas, então vou concluir com elas:
Seja honesto, principalmente quando ninguém vê; trabalhe com dignidade, independentemente do quanto o recompensem; ame muito mais do que espera ser amado; e se parecer que apenas você é capaz desses atos, tudo bem: são eles que fazem nossa vida ser melhor que a dos outros.
E, mais uma vez, lembrem-se: O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você. Este é o meu jardim, obrigada belas borboletas.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Creche de férias???


Desde a década de 60, a presença da mulher no mercado de trabalho vem aumentando ano após anos. Hoje,  já somos a maioria em vários segmentos da indústria, comércio e serviços. A participação ativa da mulher deve-se a vários fatores, dentre eles a necessidade que muitas famílias têm de complementar a renda familiar para garantir, algumas vezes luxos, mas na maioria dos casos, o sustento digno da família.
Essas mulheres veem-se diante de um grande dilema quando chegam os filhos: deixar de trabalhar para cuidar deles ou procurar um lugar seguro para deixá-los enquanto trabalham. Aquelas que trabalham pela necessidade de seus salários, muitas vezes, não podem pagar por esse lugar que cuidará de seus filhos, buscam, portanto, as creches municipais.
Conheço muitas famílias que se utilizam desse benefício para poderem trabalhar e oferecer qualidade de vida a seus rebentos, o que eu não sabia é que as creches ficam de férias! Em Americana, de dois meses!!! Qual a explicação para isso? O que justifica as creches permanecerem fechadas por dois meses? E as criança, para onde vão? Já que nem todos os pais têm férias em dezembro, pior, que durem dois meses!!!
Pensemos: se essas famílias levam seus filhos para as creches, logo não podem pagar para que alguém cuide deles; ainda, abrem mão do convívio com suas crianças, porque precisam trabalhar para garantir-lhes o sustento; assim, como farão durante esses dois meses que as creches estarão fechadas?
Ouvi no noticiário um pai dizendo que um dos dois, pai ou mãe, terá de deixar seu emprego para poder cuidar dos filhos. Num país, onde o desemprego afeta milhares de pessoas, como alguém pode abandonar o que possui?
Que os filhos são responsabilidade dos pais, para mim, é indiscutível! Mas não posso negar meu inconformismo ao saber que as creches têm férias!
Quem pode pagar por uma escola particular sabe que haverá férias duas vezes ao ano, porque há professoras, em geral formadas em pedagogia, para cuidar de seus filhos. Mesmo assim, as boas escolas oferecem as chamadas “colônia de férias” para as crianças cujos pais não estejam de férias no período das escolares. Há um custo para tal, mas estamos falando de famílias que podem oferecer esse benefício aos filhos.
Voltemos às creches: os pais poderiam pagar por esse período? Os monitores dessas creches são professores? E, se o forem, por que dois meses no início do ano e não em meses diversos? Não seria possível que cada monitor, ou mesmo professor, tivesse férias em épocas distintas do ano? Assim, todos os meses haveria pessoas trabalhando para garantir o cuidado dessas crianças.
Se eu estiver totalmente equivocada em minhas colocações, peço que me esclareçam, pois, antes disso, continuarei indignada com essa decisão de algumas prefeituras; afinal, quem precisa de creche, precisa o ano todo!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Palavras



Meus olhos procuram as palavras,
Constantemente, com insistência.
As mesmas palavras em lugares diferente.
Palavras diferentes nos mesmos lugares.
Palavras que informam, que encantam,
Que alegram, que enganam,
Que entretêm, que mentem...
Palavras que ensinam,
E que pedem ensinamento.
Que iludem, assustam, divagam...
Ah, se não fossem as palavras...
Ora doces, ora ácidas, mas palavras...
Onde estaríamos? Aonde iríamos?
Se não fossem as palavras seríamos ainda
Das cavernas... Mas, com elas, chegamos ao infinito.
Chegamos? Não! Dizem as palavras: chegaremos.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Exigir é bom




Há alguns anos, ouvi um colega de profissão dizer que pai ruim é pai bom. Parecia contraditório, mas depois de algumas palavras ele me convenceu de que tinha razão e, mais, não havia contradição. Anos se passaram e eis que concluo que ele tinha toda a razão! Vamos entender.
Pai bom diz sempre sim; pai ruim diz sim quando pode, mas usa o não todas as vezes que for necessário, sem peso na consciência, afinal, o não é para o bem do filho.
Pai bom é sempre legal, porque é permissivo; pai ruim é chato porque impõe limites e estes nem sempre agradam aos filhos.
Pai bom deixa, até o que não se deve deixar; pai ruim proíbe até o que parece ridículo: “todos vão, menos eu”, quem nunca usou essa frase?
Pai bom não olha caderno, nem hora que chega; pai ruim olha mais que isso, sabe o que escreveu e quem foi a companhia.
Enfim, pai ruim é aquele que realmente se preocupa. Tanto que não sabe dizer sim, mesmo com dor, quando reconhece que esse sim significa sofrimento futuro.
Se você é um pai ruim, junte-se a mim e mostre para seu filho o quanto você o ama. Talvez os filhos não compreendam agora, mas no futuro nos agradecerão por amá-los tanto.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Foram-se as eleições.


Mais uma vez, votamos. Se tivemos nossos candidatos eleitos ou não, não importa, o que importa é que há novos prefeitos e novos vereadores. Quer concordemos, quer não, eles aí estão e a partir de 1º. de janeiro assumirão seus novos postos públicos.
É bom que entendam o que vem a ser Público, já que estarão diante de câmaras e prefeituras que representam toda uma população e seus interesses. Nada nos indigna mais que políticos cuidando de interesses pessoais. Uma vez assumido um cargo público, é necessário compreender-se a dimensão deste compromisso: representar o povo nas decisões sociais, econômicas e políticas da cidade.
Vemos alguns que ficam, outros que chegam. Os que vão fizeram sua parte (fizeram???) e os novos têm muito a fazer. Queremos acreditar que farão, e pensando na população que os elegeu.
Muitos jovens ingressando a vida política. Já dizia Elis “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”. Se os pais forem os meus, a honestidade e a justiça são princípios indiscutíveis, espero, pois, que sejam também os desses jovens políticos que vêm com sede de mudança. Ou continuaremos dizendo que “a criança é o futuro da nação”. Não o futuro somos nós, façamos hoje o amanhã que desejamos às nossas crianças.
Senhores Prefeitos e Vereadores eleitos, sejam honestos, dignos de nosso respeito e justos, para garantir crescimento às nossas cidades e qualidade de vida a seus concidadãos. Espero em quatro anos poder dizer que fizeram a diferença, que provaram que a honestidade existe, sim, na política brasileira. Que Deus abençoe o trabalho e a missão que acabam de assumir.

domingo, 30 de setembro de 2012

Votar em quem?


Estamos a uma semana das eleições. Já decidiu em quem votar? Eu não. E o pior é que por mais que eu leia a respeito dos candidatos, ou converse com outras pessoas sobre o assunto, mais em dúvida fico. Parece que perdemos a fé na política nacional.
Vejo candidatos de diferentes idades e origens. Como se isso importasse. Mas o fato é que nenhum deles consegue me inspirar confiança. Tenho a sensação de que estão todos dizendo mentiras. De fato, a culpa não é deles, mas daqueles que já ocupam, ou ocuparam, um cargo político neste país.
Estamos acompanhando em 2012 o julgamento dos deputados e afins envolvidos no escândalo do Mensalão, que aconteceu em 2005 ou 2006 (já perdi a referência), e vemos, ainda, pessoas membros do governo que dizem ser mentira o que houve. Oras, depois de tantas provas e denúncias, vão continuar julgando-nos ignorantes? Não consigo ver possibilidade de absolvição dos envolvidos.
E, por esses e outros escândalos de corrupção, que muitas vezes “acabam em pizza”, nós, brasileiros honestos, sentimos dificuldade em acreditar que ainda haja um candidato honesto. Campanha eleitoral se preza mais a denegria a imagem alheia que a defender a própria.
Em época de eleição surgem denúncias infinitas sobre mau uso do dinheiro público. Por que elas não aparecem antes, no momento dos fatos? Por que essas pessoas que viram detetives agora, não se mantêm nessa profissão durante todos os quatro anos de mandato?
Não quero parecer ingênua e dizer que são apenas acusações eleitorescas (se me permitem o neologismo), mas gostaria de cobrar ações mais eficazes e contínuas. É preciso “ficar de olho” nos representantes em tempo integral e não apenas de forma sazonal.
Vejo candidatos bonitos nas placas, com belos sorrisos, mas qual sua real intenção para com a população? Sei de candidato que não cumpre horário em certos compromissos. Como confiar que cumprirá os compromissos? Outros que parecem querer seduzir pela imagem. Sedução é bom, mas tem lugar! Outros que se dizem amigos, mas já traíram outros amigos.
Caros leitores e amigos, posso assim chamar-lhes pois sou eu mesma, é preciso muita atenção antes de escolher em quem votar. Não bastam sorrisos e rostos bonitos, é necessário compromisso, dedicação e disposição para lutar pelas nossas cidades e, acima de tudo, contra a corrupção que tanto envergonha a política deste país.
Esta será mais uma tentativa. Espero daqui a alguns anos poder escrever que fizemos escolhas corretas e que, finalmente, nossos políticos são (serão?) honestos. Um boa eleição a todos nós.

domingo, 16 de setembro de 2012

Por que o meu é melhor??



Confesso que me incomoda essa mania do ser humano de achar que tudo que é seu é melhor: minha cultura é melhor que a do outro; minhas opiniões são melhores que as dos outros; meu jeito de agir é melhor que o dos outros; minha crença é a melhor... Já está na hora de pararmos com esse egoísmo barato e começarmos a respeitar os outros, assim como queremos ser respeitados.
Eu julgava inaceitável os pais escolherem esposos para as filhas, até ler o livro O caçador de pipas, então entendi que o fato de os pais quererem o melhor para suas filhas, e aqui se inclui a garantia de uma vida digna, é um forte motivo apresentado naquela estória. Posso negá-lo? Não! Dentre outras razões, esta me fez mudar meu pensamento: aquela cultura tem seus fundamentos.
Casal homossexual adotar uma criança? Absurdo! Podem responder alguns. Louvável! Eu diria. Quantas são as crianças que passam dia após dia esperando por um lar, por uma família? Milhares. Quantas são as pessoas dispostas o oferecem isso a elas? Não saberia responder, mas julgo serem poucas. Oras, dois homens ou duas mulheres são incrivelmente humanos e solidários quando se dispõem a amar uma criança que outros desprezaram. Seu gesto é minimante maravilhoso.
Quando o assunto é opção religiosa, minha indignação é ainda maior. Tenho a minha, respeito seus preceitos e sigo-os. Mas o que vale, realmente, a meu ver, é seguir o maior mandamento de todos: amar ao próximo como a si mesmo. Quando somos capazes de seguir esse mandamento (um só!) tornamo-nos pessoas mais dignas: respeitamos; não julgamos; oferecemos auxílio; não queremos tirar vantagem das diferentes situações da vida.
Sejamos menos hipócritas e reconheçamos que, qualquer que seja a crença professada, desde que com respeito ao próximo, é aceita pelo criador. Quem disse que esta ou aquela religião pode nos salvar? O que pode, mesmo, nos salvar ou condenar são os nossos atos. Então, amemos mais, respeitemos mais, sejamos mais solidários e, assim, vivamos em um mundo melhor.
Sim, defendo Jesus, porque creio em seu exemplo, para mim, o melhor que o mundo já teve. Mas houve outros grandes mestres que não merecem menos respeito. Talvez se eu os conhecesse melhor os admiraria mais.
Quem foi que disse que o meu é melhor? Pode ser o melhor para mim, para minha família. Mas o melhor mesmo é poder conviver com as diferenças respeitando-as. É isso que estou ensinando à minha filha. Porque me foi ensinado. 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Campanha eleitoral


As eleições estão chegando e, apresentando-as, as campanhas eleitorais. finalmente, mais limpajá que os cartazes de papel estão proibidos e as placas devem respeitar a diversas regras sobre seu tamanho e local de exposição. Contudo, ainda nos incomodamos com a propaganda eleitoral gratuita. Creio que os políticos brasileiros estejam tão desacreditados que não temos mais paciência para sentar em frente à televisão e ouvi-los.
 Ontem, estava eu em um consultório médico, no horário da tal campanha e, sem opção, assisti a ela, ou parte de. Um candidato terminou seu horário apresentando pessoas comuns, possíveis eleitores, que, supostamente, criticavam outro candidato. Nenhum nome fora pronunciado, mas ficou-me evidente de quem tratavam devido ao que diziam: acusações que eu já ouvira, de forma mais direta, em outros programas.
Então fica-nos a pergunta: em que, ou quem, acreditar? Afinal, quem diz a verdade? O referido candidato atacado defende-se em seu horário alegando honestidade, entretanto, usa de um discurso retórico, aquele em que se diz apenas o que interessa. Ou seja, não entendi se sua defesa nega o que o outro acusou ou diz algo que ele julgou mais interessante.
Como ficamos nós, os eleitores? Se um candidato ocupa parte de seu horário gratuito depreciando a imagem do outro, será que não tem propostas suficientes para preencher seu tempo? Penso que quem ataca tem medo de ser atacado. Quem muito tem a dizer de si, não gasta tempo precioso fazendo as pessoas se lembrarem do outro.
Difícil, não?! Como escolher um candidato honesto, quando não conseguimos acreditar nas palavras que usam? Precisamos de um chá de democracia. Mas a democracia verdadeira, aquela que garante direito a todos, não apenas em benefício de alguns.
No dia em que voltarmos a agir como civis responsáveis, usarmos nossa memória para não votar em quem já roubou ou mentiu, votarmos pensando no bem comum e não naquilo que convém unicamente a nós, talvez, então, descobriremos que a democracia somos nós: pessoas de bem que lutam pelo bem.
Por hora, façamos a nossa parte e votemos conscientes, procurando escolher ao menos alguém que possa tentar agir dignamente.




quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Uma pedra no caminho


No meio do caminho tinha uma pedra... Quem nunca ouviu esse célebre poema de Drummond? Mas o que o poeta queria nos dizer com suas palavras? A mim, parece ser uma interrogação sobre “as pedras” que encontramos todos os dias nos nosso caminho: trata-se dos problemas, grandes ou pequenos, que precisamos enfrentar para crescer.
Poucos são os dias em que não temos algo para resolver, às vezes são questões tão simples que percebemos não ser necessário nos preocupar, se dissolverão sem nosso esforço. Outras vezes, o conflito é tamanho que temos a sensação de que nunca se resolverá. Todas essas pedras, no entanto, estão à nossa frente para nos indicar a importância de lutar, dia após dia, por uma vida melhor, por um mundo melhor, por escolhas melhores.
A maior dificuldade, verdadeiramente, é saber lidar com essas pedras sem desejar atirá-las longe, ou em outras pessoas. É saber ultrapassá-las sem ignorá-las. É vencê-las sem que a ira tome conta de nosso ser e nos obrigue a agir sem discernimento, apenas pelo impulso que os sentimentos nos provocam.
Felizmente, nessas ocasiões, costumamos encontrar um bom samaritano disposto a curar nossas feridas e nos guiar a um caminho mais seguro. Uma pessoa pronta para nos ajudar a erguer a pedra, colocá-la fora do nosso caminho e oferecer mão amiga para que continuemos seguindo, de cabeça erguida e coração puro.
Todavia, o mais importante a se considerar nessas ocasiões e o quanto podemos aprender com essas pedras que insistem em aparecer. Elas devem ser os degraus para nossas conquistas, afinal, tanto mais sabemos, quanto mais lutamos. Mais conhecemos, quanto mais buscamos a sabedoria. E nos fortalecemos, à medida que enfrentamos nossos problemas e mostramos a eles que somos mais fortes que a dor.
Se jovem ou maduro, o aprendizado é igual. Somos melhores porque queremos ser, não para mostrar a alguém, mas a nós mesmos. Continuemos fazendo das nossas pedras motivos para lutar mais, e conquistar o que estiver ao nosso alcance. E se estiver além, lutemos ainda mais.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

COTAS: DIREITO OU PRECONCEITO?


O artigo sétimo da Declaração Universal dos Direitos Humanos roga que “todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.”
A constituição brasileira, na carta de 1988, prescreve que “são direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma dessa Constituição”.
Ambos são documentos que visam a garantir igualdade de direitos aos cidadãos: o primeiro em âmbito internacional; o segundo, nacional. No artigo citado da Constituição Federal está garantido o direito à educação, subentende-se, pois, o direito à educação superior como integrante desse artigo. Creio ser esse o argumento dos órgãos federais para votarem favoráveis à implantação das cotas das universidades federais (50% das vagas) aos estudantes oriundos do ensino público.
Entendo, contudo, que a referida lei fere os princípios propostos na declaração dos direitos humanos, pois, ainda que muitos não queiram concordar, trata-se de uma decisão discriminatória e preconceituosa. Para garantir um dever do Estado que não é cumprido há décadas, punem-se os estudantes das escolas particulares, cujos pais, muitas vezes, trabalham arduamente para garantir educação de qualidade a seus filhos.
Oras, educação “de qualidade” deveria ser garantida a todos os estudantes. E, se o fosse, não haveria necessidade de implantar cotas, afinal, todo estudante brasileiro, independente de sua escola de origem, teria as mesmas condições de concorrer às vagas nas universidades públicas. Sabemos, porém, que não é essa a realidade brasileira.
Os alunos que estudam nas escolas públicas (salvo as raras exceções que sabemos existir) enfrentam diferentes desafios para conseguir aprender os conteúdos básicos das diferentes disciplinas. Primeiro, muitos vêm de famílias que ainda não compreendem o real valor da educação institucionalizada; segundo, nem sempre o material utilizado nessas escolas é suficiente para abordar todos os assuntos necessários em cada matéria; além de haver, ainda, certa parcela de professores pouco preparados para um ofício tão importante; sem entrarmos no mérito do reconhecimento, pois, enquanto um magistrado recebe cerca de 20 mil reais como salário, o salário de um professor de ensino básico não costuma ultrapassar os 4 mil, por 40 horas semanais em sala de aula.
Trocando em miúdos, a real preocupação do governo federal deveria ser garantir que todos os alunos regularmente matriculados nas diferentes unidades de ensino público recebessem um ensino com qualidade, proporcionando a eles dignidade humana, não o benefício de algumas cotas. Como serão apresentadas as listas de aprovação? Ou não serão mais? Vamos imaginar que um aluno seja classificado na prova em 39º. lugar para um curso que ofereça 40 vagas, mas ele é oriundo de uma escola particular, claramente esse aluno não ingressará uma universidade federal, afinal, apesar de seu conhecimento declarado, não possui o benefício das cotas. Isto é justo?
A meu ver, trata-se de uma forma disfarçada de preconceito. Agora nossos filhos serão punidos por receberem boa educação institucionalizada. Parece-me que o governo quer punir as famílias mais bem favorecidas pela sua própria incapacidade de gerir o Estado. Já pagamos se queremos ter atendimento de saúde; pagamos pela segurança nas ruas de nossas casas; pagamos altos preços de seguro para proteger-nos dos criminosos; e, agora, pagaremos um preço ainda mais alto por oferecer oportunidade de estudo qualificado aos nossos filhos.
Continuo insistindo que: SE TODOS OS ESTUDANTES RECEBESSEM EDUCAÇÃO DE QUALIDADE, AS COTAS SERIAM DESNECESSÁRIAS. Vamos parar de procurar soluções paliativas que apenas camuflam um problema muito mais grave. Vamos exigir qualidade nos direitos que a constituição brasileira nos garante: a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Rei?


Atendendo a pedidos, mais uma poesia.
Lembram-se da sério "The Tudors", foi a minha inspiração.


Vestidos suntuosos, sob medida, personalizados
Tiaras cravejadas de pedras, preciosas, não reproduzidas,
Damas por belos cavalheiros, em trajes de gala, conduzidas,
Em bailes majestosos, em salões que reluziam perolizados.

Danças respeitosas, que ainda assim permitiam ruborizados
Sorrisos, da dama discreta cujas mãos eram conduzidas,
Por um distinto mancebo que com flores trazidas,
Levava-a às nuvens, com seus olhos por ela encantados.

E então, mãos dadas, olhares trocados, calor encontrado,
Jovens se embalavam e se enlaçavam em sedutora valsa bela,
Que assim os tornava, ainda que efêmero, um par enamorado.

Neste mundo de magia e sedução, cujo palácio é a passarela
Por onde passa o mais suntuoso e de glamour o encanto enlaçado
Ah, como eu queria estar, e ser do Rei a perigosa donzela.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Passei de 1000!!!!

Dez meses atrás, começava minha tentativa de publicar os textos que escrevo. Inicialmente para mim mesma, porque escrever me faz feliz. É a maneira que encontro de extravasar meus sentimentos, seja de alegria, tristeza, indignação ou paixão. Todavia escrever só para mim parecia pouco: sempre digo que escrevemos para alguém ler; alguém além de nós mesmos, os escritores. Decidi, então, convidar todos aqueles que gostam de ler a acompanhar essa minha façanha. E muitos amigos, alunos e até pessoas que não conheço pessoalmente aceitaram-no.
Empolguei-me ainda mais e passei a escrever cada vez com mais frequência, respeitados os limites de uma profissional-esposa-mãe-mulher (puxa, somos muitas em uma só, não??). Começaram, então, os comentários: minhas irmãs, alguns amigos, alunos... Meus alunos leem o que escrevo! Fascinante... Fui aos poucos descobrindo como é gratificante ouvir comentários sobre o que escrevemos.
Pessoas queridas escrevem-me para agradecer pelo que leram; outras para dizer que concordam com minhas palavras; e algumas para manifestar seus sentimentos...
Acho que estou descobrindo o sabor de ser escritor (escritor??? Quanta presunção)... Nunca foi essa a minha pretensão, mas, efetivamente, sinto mais vontade de escrever quanto mais leem o que escrevo. E, hoje, este blog ultrapassou 1000 (MIL) acessos. Felicidade imensa é o que sinto, por saber que de alguma forma estou deixando uma contribuição para a humanidade, através das pessoas que estão ao meu redor.
Muito obrigada pelo carinho e pela confiança. Espero poder continuar fazendo parte das leituras de pessoas tão especiais.

Abraços,

Elizânia

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Medo da Solidão?


Uma aluna disse ter medo da solidão, então lembrei-me deste texto que criei há alguns anos, quem sabe possa ajudá-la e a outros que tenham o mesmo receio.

Como definir solidão?
Não sei se há uma definição, por isso não tentarei definir, afinal, solidão é um estado, e pode ser diferente para cada pessoa.
Solidão é algo que causa medo, pois muitas coisas são ditas por nós a nós mesmos na solidão, coisas que muitas vezes não queremos ouvir, ou fingimos não ouvir. É na solidão que encontramos nosso “Eu” mais real, mais puro, mais “transparente”. E, às vezes, encontrá-lo pode parecer perigoso, pois há muito de nós que preferimos ocultar, que escondemos até de nós mesmos.
Solidão é o momento em que conseguimos olhar para dentro de nós e ver o que se passa no íntimo de nosso Eu, é um momento de descobertas, de sustos, de confrontos. Ninguém conhece a si mesmo se nunca teve um momento de solidão, mas não uma solidão melancólica; uma solidão agradável, sincera, quando nos dispomos a ver e sentir tudo o que está dentro de nós, seja o que já conhecemos ou uma nova descoberta, ouvir tudo o que é dito pela nossa consciência ou pelo inconsciente.
A solidão é algo que classifico como indispensável para o ser humano, pois é na solidão que podemos encontrar nossos maiores anseios, conhecer nossos desejos mais íntimos e ninguém precisa saber de nada. Há muito em cada um de nós que nunca revelamos a ninguém, mas é muito bom de sentir, embora sozinhos. É como o desejo de encontrar alguém que sabemos, com certeza, que jamais poderemos encontrar, a solidão nos permite sentir a presença dessa pessoa a ponto de a julgarmos real.
Tudo na vida é bom, quando de forma moderada, e a solidão também. Claro que não podemos viver de solidão, mas precisamos dela para entender  muito do que se passa em nossa vida. Permitir-se a solidão é permitir-se parar para ouvir a si mesmo.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Emoções



Barriga no chão, pés ao vento
Cabeça erguida, olhos passantes
Mente repleta de encantamento
Não se sabe se no amanhã ou no antes

As mãos passeiam lentamente
A cabeça às vezes ao lado cai.
Ora sorri, parece contente
Ora uma lágrima, do olho cai

Ficou triste a pequena menina,
De uma tristeza que não lhe pertence,
Tomou para si a dor, a pequenina,
Ainda que a respeito ela não pense

A dor passou, a tristeza se foi
E novo sorriso acompanha um olhar
Que em busca do infinito parece dizer “oi”
Ainda que esteja apenas a imaginar

De repente uma gargalhada
Olha ao redor; “será que alguém escutou?”
Que diferença faz? Nova risada,
Minutos depois sentou e chorou

Quanta emoção pode despertar
Em breves momentos de cumplicidade
O prazer que pode encontrar
Nas páginas do livro, qualquer idade...

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Rotina???


Nada me faz mais feliz que poder todos os dias olhar para os olhos de meu amado esposo, sentir seu perfume no abraço e o doce sabor de seus beijos. Acordar ao seu lado e ouvir seu “Bom Dia!”, preparar o café que tomaremos juntos e sair de mãos dadas para mais um dia. Estar bela quando ele chegar, com pele suave para que ele toque e doce perfume para que ele sinta.
Nada me alegra mais que o sorriso da minha filha... Cada vez que ela me olha e diz o que quer-que-seja sinto como se ouvisse a mais bela canção. Ouvir sua voz dizendo “mamãe” é o maior acalanto para meu coração. Prepará-la para a escola, auxiliá-la em seu banho, preparar seu leite são prazeres e não deveres.
Preparar todos os dias o jantar para essas duas pessoas maravilhosas que fazem parte de mim é meu maior deleite... Tudo igual todos os dias??? Que nada. Cada dia melhor que o anterior, pois a certeza de um grande amor nunca é igual; é sempre melhor.
 Ao contrário do que dizem alguns, toda rotina tem sua beleza, quando podemos vivê-la com quem amamos. Vivamos a beleza da rotina!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Visita ao passado...


Quem nunca quis ter a oportunidade de voltar ao passado? Mesmo que um passado não muito distante? Não é que eu queira desfazer algo, ou fazê-lo diferente: acredito que sou hoje a soma dos meus erros e dos meus acertos, e mudar qualquer atitude implicaria em mudar quem e como sou hoje (filosófico, não!?). Mas há momentos de nossas vidas em que poder ser novamente criança parece bastante interessante.
Tive a oportunidade de vivenciar isso nesse fim de semana: visitei o Sítio do Pica Pau Amarelo! É isso mesmo, estive em Taubaté, cidade de Monteiro Lobato, e visitei seu museu. Emília, Narizinho, Pedrinho, D. Benta, Tia Nastácia, Visconde de Sabugosa e outras personagens inesquecíveis do Sítio. Algumas caracterizadas em jovens que se fazem acreditar vindos da fábula, outros em estátuas que se espalham pelo quintal do sítio.
Deixei-me levar pelo encantamento de minha filha, de apenas dois anos e meio, e, confesso, revivi um pouco do meu “faz-de-conta” também. Como não fazê-lo diante de uma garotinha que se põe diante do Saci-Pererê (em uma estátua de tamanho real) e lhe pergunta por que “tem só um pé”? Ou briga com a Cuca (também esculpida) dizendo-lhe que não brigue com o “Pelelê” ou que “não seja malvada”? Sem falar em seu encantamento quando a Narizinho lhe deu colo... Disse, então, que a via todos os dias em casa...
Isso mesmo! Alguns canais de televisão estão reprisando os episódios do Sítio na sua última versão. Que sorte! Nossas crianças podem conhecer os encantos que Lobato criou e a TV adaptou. Observar nas travessuras da Emília a genialidade das crianças; no faz de conta de Narizinho e Pedrinho a beleza que as fábulas nos oferecem, em ensinamentos que dispensam sermões; nos bolinhos da tia Nastácia o sabor da infância; e no carinho da Dona Benta o calor de um colo de vó, aquela que nos remete a mundos impossíveis e ainda vai junto para se certificar de que descubramos seus encantos. Pra não falar de todas as outras personagens, tão encantadoras quanto essas.
Passei a crer que ser Mãe é ver o mundo pelos olhos de uma criança, neste caso a minha, e acredite: não pode haver beleza maior. Ver com seus olhos é se permitir voltar ao passado, mas sem nostalgia, apenas com prazer, o prazer se ser (ou se fazer por alguns minutos) criança de novo, de poder acreditar no inacreditável, de ser feliz apenas por existir, sem necessitar de qualquer algo além de ser criança. O prazer de sentir essa sabor gostoso que está na nossa imaginação e, em momentos como esse, descobrimos que fica lá por toda a vida, basta imaginar novamente.
Descobri que ser criança é muito bom! Tem sabor de... de... Não sei... Um sabor que só criança sabe reconhecer.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Amigos

Amigos são pessoas que aparecem em nossas vidas
Aos poucos vão fazendo parte delas, e de nós.
Às vezes ficam pouco e fazem grande presença,
Outras vezes permanecem e ficam presentes.
São pessoas que deixam perfume por onde passam,
Para que possamos saber que estiveram ali,
E muitas vezes nos levam junto, para garantir a festa.

Amigos são seres especiais que participam de nosso dia,
E se esse dia não é bom, eles fazem tudo para acabe logo...
Mas quando o dia é lindo, deixam-no ainda mais...
São pessoas que mesmo não tendo nosso sangue,
Sabe a nossa intimidade, mesmo que nada digamos.
Sabem quando estamos tristes ou felizes,
E basta um "alo" para tal descoberta.

Amigos são aqueles que sabem enxugar as lágrimas,
Mas antes disso, nos ajuda a chorar e entender o porquê.
São aqueles que nunca nos deixam sós, pois mesmo distantes
Estão sempre em nossas mentes, corações e orações.
Amigos são anjos que Deus mandou à Terra para nos acompanhar,
Pois Ele sabia que seríamos fracos e precisaríamos de ombros para chorar.
Amigos são todos aqueles a quem podemos dizer:
"Obrigada por você existir!"


Antes tarde do que...
Feliz dia do Amigo!!! (20 de julho)

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Costumes antigos, valores atuais.



Quando foi a última vez que você visitou um parente? Não vale irmãos ou pais, esses são família e (espero estar certa) vemos com frequência. Estou falando de avós, tios, primos... Faz tempo? Pois é... A minha resposta não era diferente da sua, até uma semana atrás, quando meu pai me convidou a visitar alguns parentes com ele.
Imaginem o que passou pela minha cabeça: dizer não, de forma alguma, jamais eu recusaria um pedido do meu pai; mas passar uma tarde de sábado visitando pessoas das quais eu nem me lembrava, confesso que não fiquei muito entusiasmada, entretanto fui.
Para minha surpresa, lembranças me vieram à mente quando chegamos em frente à primeira casa. Comecei a me lembrar das vezes, quando criança, que fomos visitar aquela prima de meu pai, cujos filhos têm a minha idade e com os quais minhas irmãs e eu costumávamos brincar. Aos poucos, mais lembranças foram surgindo, a ponto de lembrar-me da tia, já falecida, que muito lembrava minha avó.
Não foi menor minha surpresa, quando, depois de alguns minutos de conversas sobre outros parentes (dos quais ainda não me lembro), a prima (de meu pai) ofereceu-nos um doce!!!! Acreditem, ela tinha um doce pronto porque, segundo ela, sempre vem alguma visita, e ela gosta de ter um doce para oferecer...
Eu só faço doces em casa quando sei que haverá visitas porque eu as convidei... Foi então que entendi como estamos perdendo costumes antigos, que não são pouco importantes, ao contrário, demonstravam um valor bastante grande em relação às pessoas. Então, veio-me outra pergunta: será que estamos perdendo nossos valores?
As pessoas que nos viram crescer estão sendo deixadas de lado, e elas nem reclamam... Minha avó costuma dizer que entende que eu e minhas primas a visitemos pouco, pois nós trabalhamos muito, temos muitos compromissos, ela chega a se sentir culpada por não nos visitar mais, já que ela é aposentada e tem mais tempo que nós. Opa, alguma coisa está errada, não?! Ela já fez sua parte, ajudou nossos pais a cuidar de cada um de nós, além de criar nossos pais. E nós, suas netas, e verdade, trabalhamos muito e temos muitas coisas a fazer, mas daí a concordar que não temos tempo para visita-la, é maior mentira que qualquer uma de nós poderia contar.
Encontramos tempo para os amigos, para o passeio ao shopping, para assistir a qualquer coisa que a TV nos ofereça, será que não poderíamos trocar uma dessas “tarefas” por alguns minutos com nossos avós? E incluo aqui os outros parentes: tios e primos.
Decidi, pois, fazer uma mudança: vou visitar essas pessoas que fazem parte de minha vida, com maior ou menor compromisso, mas que podem garantir que eu não me esqueça dos valores que adquiri em família, desde criança. Comecei por fazer um chá da tarde com alguns deles, e ensinarei à minha filha o valor de visitar essas pessoas, ainda que a frequência seja pouca. Afinal, os costumes podem mudar, mas os valores não! Esses devem permanecer sempre.
Pensem nisso. E, que tal visitar alguém que não vê há muito tempo hoje?!

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Evitando alguns sustos


Ter uma criança em casa é tarefa das mais difíceis possível. Elas são curiosas e destemidas, não conseguem prever perigos, menos ainda quando querem muito algo. Subir escadas é uma aventura, em cadeiras nem se fala... E alcançar o que está fora de alcance? Sua curiosidade deve ser mantida, mas cabe aos pais alguns cuidados extras.
Minha garotinha tem apenas 2 anos e faz parte desse perfil acima, o das crianças saudáveis e espertas. Seguem, pois, algumas dicas que têm me ajudado a conviver com essa pequena curiosa em casa:
Escadas: é melhor ensiná-los a subir e descer, primeiro sentados para descer (assim a queda fica mais difícil) e de "gatinho" para subir. Quando não quiserem mais descer assim, insistir na importância de segurar no corrimão e olhar para a escada.
Subir em cadeiras: convém verificar se são firmes o suficiente para não cair. Se forem firmes o melhor é ensinar a subir com segurança, segundo em algo que dê apoio às crianças e se não forem firmes insistir em dizer "não pode!!!!". Acredite, isso não traumatiza ninguém e eles aprendem.
Alcançar objetos: eles querem, mas não são capazes, o melhor mesmo e mostrar que podem sempre pedir e nós estaremos prontos para ajudar (mesmo que a ajuda seja dizer "não pode".)
Produtos de limpeza devem sempre estar em lugares de difícil acesso (impossível, eu diria). Se houver um armário suspenso, é a melhor alternativa.
As facas, deixe naquela gaveta que eles não conseguem abrir ou ver o tem dentro: o que os olhos não veem eles ainda não querem.
Ensinar a subir e descer da cama, de bruços, é bastante útil para evitar tentativas frustradas que podem machucar.
Mesa é lugar de por "papa", então não pode por o pé. Costuma funcionar.
Fogão faz "dodói", então não pode chegar perto. Escolha um lugar da cozinha que não ofereça risco e diga que só pode ficar naquele lugar (costuma ser mais eficiente do que dizer onde não pode ir).
Ensinar a criança a dizer onde está quando chamamos por ela por ajudar a localizá-la com mais rapidez e assim evitar o perigo que os "esconderijos" escondem...
Acreditem: Nossos filhos são inteligentes e acreditam em nós, dizem incansavelmente o que pode ou não pode fará grande diferença para o crescimento deles. Demora, mas eles acabam aprendendo, como nós aprendemos também com nossos pais. E, acima de tudo, oferecer muito amor e carinho, porque criança que se sente segura nos braços dos pais confia mais neles, sempre.
Quem sou eu para dar dicas de segurança para pais???? Apenas uma mãe que ouve os conselhos dos mais velhos e os aplica aos mais novos. Essa receita tem funcionado há séculos, por que não segui-la.
Abraços.

terça-feira, 10 de julho de 2012

E as sacolinhas?


Há alguns meses, quem vai ao supermercado tem de levar suas próprias sacolas para levar as compras para casa. Isso porque ser determinou que as inofensivas sacolinhas são as responsáveis pela poluição de rios, mares e ruas. As discussões sobre prós e contras das sacolinhas duraram meses, até que uma lei as proibiu em todos os supermercados do estado de São Paulo.
O que mudou? Começamos a comprar sacos plásticos para colocar o lixo. E esses sacos, não poluem? Há quem alegue que eles são degradáveis com mais facilidade que as sacolinhas. E por que as sacolinhas não poderiam o ser? Porque ficariam muito frágeis. Era uma das respostas.
De fato. Os tais sacos de lixo já foram rasgados duas vezes em frente à minha casa, pelos coletores que, ao pegarem-no da lixeira, rasgam os saquinhos, dada sua fragilidade. E eu tenho de pegar o lixo que se espalha pela rua. Oras, a sacolinha nunca rasgou, então a higiene era maior, concordam?
Além disso, vi algumas vezes pessoas saindo do supermercado carregando suas compras nas mãos, pois haviam esquecido suas sacolas em casa e alguns estabelecimentos preferiam reciclar as caixas de papelão a oferecê-las aos clientes como opção às sacolinhas.
No último dia 25 de junho, uma juíza (sábia, eu diria), decretou que os estabelecimentos comerciais voltem a oferecer as sacolinhas e em seguida procurem opções mais ecológicas como embalagens de material biodegradável ou de papel, todos gratuitos. Brilhante decisão. Afinal: primeiro, nenhum do estabelecimentos que frequento diminuiu o valor dos produtos por não oferecer mais as sacolinhas; segundo, o problema da poluição não é culpa das sacolinhas, mas da falta de conscientização das pessoas que as utilizam.
Ainda cabe aos interessados recurso contra essa decisão, mas espero que haja maior bom senso por parte daqueles que podem decidir e pensem em como conscientizar as pessoas, sem punir aqueles que já agem conforme a natureza pede: com respeito.
Eu continuarei levando minhas sacolas para o supermercado, afinal já as tenho e posso fazer minha parte. Mas fico feliz em saber que, se eu me esquecer das sacolas, não precisarei carregar minhas comprar nos braços, eles poderão continuar livres para carregar minha filha.

domingo, 24 de junho de 2012

Festa Junina

Quando se fala em festas tradicionais brasileiras, o que me vem em primeiro lugar à mente é Festa Junina! Para mim, nada é mais brasileiro que essa deliciosa comemoração, com direito a muita comida boa. Ou alguém não gosta de cachorro quente e pipoca?
No último sábado foi a do Colégio Cezanne, excepcional! Para mim, superou as expectativas. Muitas danças lindas: como conseguem fazer aquelas crianças se lembrarem do que fazer? Comidas deliciosas. E diversão para todos. O Jacaré foi a sensação para a criançada.
É nessas festas que percebo como somos iguais, como podemos comer as mesmas coisas, admirar as mesmas imagens e nos alegrarmos com a simplicidade que a vida tem. Não precisamos de grandes eventos para sermos felizes, basta que nos permitamos aproveitar as singelezas de uma festa junina.
Moda? Que nada! É traje caipira que faz a festa! A boa e velha camisa xadrez reinou poderosa. E não poderia ser diferente. Os vestidos das menininhas, um mais gracioso que o outro. E os chapéus de cangaceiros, substitutos dos de palha, foram um arraso. Quem nunca ouvira uma canção de Luiz Gonzaga pode apreciar várias delas na festa. Eu pude recordar muitas que já tinha esquecido.
Parabéns equipe Cezanne por mais uma linda festa! Vocês superaram as expectativas. Até o próximo ano, porque perder, jamais!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Outra chance

Todas as pessoas podem errar, e todas podem corrigir seus erros...
Creio e defendo essa tese, porque acredito na capacidade de mudança do ser humano e sei que sempre podemos mudar para melhor. Que atire a primeira pedra quem nunca errou, mas que a retire todos aqueles que tiveram uma segunda chance. Serei a primeira a retirar, várias, pedras. A vida tem sido muito generosa comigo e muitos erros eu tive o privilégio de reparar. É pena quando não se tem essa oportunidade.
Pior que errar é insistir no erro, é verdade. E triste é que, quando insistimos, admitimos nossa ignorância, ou por verdadeiramente desconher o correto, ou por querer continuar no erro. E o que se ganha em qualquer desses casos? Nada, ou a distância daqueles que amamos, visto que ninguém quer conviver com pessoas que se mantêm no erro.
Agora, triste mesmo é quando reconhecemos nossos erros, mas não temos mais a oportunidade de corrigí-los e, às vezes, acontece. É lamentável não poder refazer o que se errou, desfazer o mal-entendido, ou recomeçar. Por isso é tão importante pensar, e pensar muito, antes de tomarmos certas decisões ou termos determinadas atitudes. É melhor não errar que ter que lamentar o erro.
Muitas vezes, não errar significa apenas ser honesto consigo mesmo e com ou outros. Então, sejamos! E vivamos em paz conosco e com o mundo à nossa volta.

Uma linda semana a todos.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Sobre educação

A educação pode ser uma festa quando somos capazes de fazer do lápis nosso instrumento, aquele que nos acompanhará pelas descobertas da vida, na ampliação de nossa inteligência e construção de nosso amanhã.

Vou-me embora para Marte

Algumas vezes, vejo-me perguntando por que é tão difícil conviver em comunidade. Porque somos diferentes. Somos seres únicos, com pensamentos únicos, sentimentos únicos. Não é difícil, portanto, nos depararmos com pessoas completamente diferentes de nós, com as quais devemos conviver e compartilhar a grande experiência que é ser amigo.
Contudo, também não descarto a incrível possibilidade de nos esbarrarmos em pessoas que, embora tenham origem e formação distinta das nossas, tornam-se grandes companheiros por todas a vida. Pessoas que, mesmo com diferenças, compartilham nossos sonhos, desejos e opiniões. Nem sempre iguais, é verdade, mas frequentemente semelhantes.
Se queremos continuar essa nossa incrível jornada pela vida, precisamos estar dispostos a conviver com os dois grupos de pessoas: os amigos e os companheiros. E, acima de tudo, estarmos dispostos a, muitas vezes, reconhecer nossas diferenças e respeitar as dos outros. Se não podemos ter os mesmos pensamentos, podemos, ao menos, compartilhar nossas emoções.
Ir embora para Marte, talvez não seja a melhor saída para nossas diferenças...

Elizânia

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Pescaria inesquecível (legível)

Alguns anos atrás, recebi esta mensagem por email, confesso já não me recordar quem o enviara, mas o guardei, porque seu teor é uma beleza singular, além de expressar a virtude que, para mim, é a mais bela e importante de todas: HONESTIDADE.

Hoje vivenciei um fato, bastante desagradável, que me fez lembrar desta história. E, aqui está.
Queridos alunos, leiam, aprendam a lição e reflitam sobre o tipo de pessoa que pretende ser, hoje e sempre.

Amo vocês.

Elizânia


Bernardo tinha onze anos e, cada oportunidade que surgia, ele ia pescar num lago perto de sua casa.

A temporada de pesca só começaria no dia seguinte, mas Bernardo e o pai, seu José, saíram no final da tarde para pegarem apenas peixes, cuja pesca estava liberada.

Bernardo amarrou uma isca e começou a arremessar o anzol na água.

Escureceu.

De repente, Bernardo sentiu o anzol sendo puxado, e logo percebeu se tratar de um peixe pesado do outro lado da linha. Enquanto o menino retirava o peixe, agarrado ao anzol, seu José admirava a habilidade do filho, apesar dele ainda ser uma criança.

Era o maior peixe que Bernardo já tinha visto, porém, sua pesca só era permitida na temporada, portanto, apenas no dia seguinte. Pai e filho ficaram por alguns segundos olhando para aquele peixe tão grande, que seria uma maravilhosa refeição.

Seu José, então, pegou uma lanterna e resolveu saber as horas. Seu relógio marcava dez da noite. Faltavam duas horas para o dia seguinte, quando seria aberta a temporada de pesca. Portanto, naquela noite ainda era proibida a pesca àquele tipo de peixe. Ele então, falou para Bernardo:

- Esse peixe é o melhor que já pegamos. Mas temos que devolvê-lo para a água, filho.

Bernardo, reclamou:

- Mas, pai, e se a gente não pegar outro igual a esse nunca mais?

E seu José, mesmo não querendo magoar o filho, insistiu:

- Vamos, coloque o peixe na água outra vez!...vai aparecer outro ...

E Bernardo, contrariado, falou:

- É, vai aparecer... mas não tão grande quanto esse!

Bernardo olhou ao redor do lago e viu que não havia mais pescadores ou embarcações. Olhou para o pai, mas sabia que, mesmo sem ninguém por perto, ele não mudaria sua decisão. Foi então, que o menino começou a tirar o anzol da boca do enorme peixe e o devolveu à água.

Naquele momento, Bernardo teve a certeza de que jamais veria um peixe tão grande quanto aquele.

Trinta anos se passaram.

Bernardo agora é um arquiteto bem sucedido. Construiu um chalé, onde morou na infância, e costuma levar os filhos para pescar nos fins de semana.

Realmente, nunca mais viu outro peixe tão grande quanto o que pescou na naquela noite, véspera da temporada de pesca. Porém, sempre “vê o mesmo peixe”, repetidamente, todas as vezes em que se depara com uma questão de ética.

LIÇÃO DE VIDA:

O pai de Bernardo lhe ensinou que ética é uma questão de certo e errado.

Agir corretamente, quando se está sendo observado, é uma coisa. A ética, porém, está em agir corretamente quando ninguém está nos vendo.

Essa conduta reta só é possível quando, desde criança, aprendemos “a devolver o peixe à água!!!”


domingo, 22 de abril de 2012

O que desejo para minha filha

Neste fim de semana, preciso escrever sobre o que mais almejo para minha filha. Tarefa difícil. Como dizer o que mais se deseja à pessoa mais importante de sua vida? Difícil.
Eu poderia responder: que ela seja feliz! Elementar, que pai ou mãe não daria essa resposta? Há algum que não deseje isso a seu filho?
Então, desejo-lhe saúde. Novamente, creio que todo genitor tem a mesma aspiração para seu rebento. Que ela tenha muitos amigos. Talvez aqui eu comece a desejar algo novo. Há quem julge mais relevante o individualismo e imagine que ter poucos amigos seja mais interessante que ter muitos? Não saberia dizer. De fato, para mim, muitos amigos (amigos mesmo, daqueles em que se pode confiar em todos os momentos) é sinal de reciprocidade. Se você tem muitos amigos é porque você é amigo de muitas pessoas. Acredito que estou encontrando uma resposta possível.
Desejo também que ela seja independente: que possa fazer suas próprias escolhas sem precisar que eu as faça por ela. Independência para mim não significa deixá-la para suas próprias escolhas, mas ser o porto-segura dela, sempre que do meu auxílio precisar, sem interferir (muito) nas suas decisões.  Para isso, sei que preciso saber educá-la para viver nesta selva que é a nossa vida, afinal, ela deverá saber em quem confiar, quando, onde...
Desejo que ela viva em um mundo onde haja paz... Acho que é isso: PAZ. É, possivelmente, o que mais desejo a ela. Sei que não depende só dela, nem só de mim, mas acredito que se eu puder ensinar-lhe valores ela saberá buscar essa paz e, assim, será mais um a viver uma "cultura de paz" e quanto mais pessoas, mais possibilidade de paz.
É... Expressar em palavras o que se deseja a um filho é uma tarefa das mais difíceis, mas nada é impossível quando se ama verdadeiramente, creio que a diciculdade, mesmo, seja amar. Por quê? Porque amamos tanto que não somos capazes de limitar o que desejamos a essas pequenas criaturas... Desejamos muito mais do que temos ou somos. Desejamos o mundo, mas um mundo ideal em um mundo real. Desejamos o melhor, independente de quanto isso seja difícil. Somos capazes de escalar montanhas, mergulhar no mais profundo do mar. Voar além das núvens.
Não importa o grau de dificuldade, estamos dispostos aos mais inimagináveis desafios para proporcionar aos nossos maiores tesouros um pedacinho do céu. Porque o céu é o limite do amor que temos por eles.

domingo, 8 de abril de 2012

Páscoa - Passagem

Páscoa pode ter muitos significados, religiosos ou não. Para mim é muito cristão. Por remeter a tempos antigos, quando se era preciso provar que se acreditava em um Deus único e supremo. Páscoa é passagem, passagem do espírito de Deus que vem nos revelar sua presença e amor por seus fiéis. Depois da paixão de Cristo, é a passagem da morte para a vida, do pecado para a libertação.
De qualquer forma, qualquer que seja o credo professado por cada pessoa, ainda assim Páscoa é passagem como transformação: da triste verdade de sermos, muitas vezes, egoístas, para nos tornarmos solidários, amáveis e amigáveis.
Se formos capazes, ao menos neste dia, de demonstrarmos nosso amor pelo próximo, já estaremos fazendo uma grande passagem, pois nenhum homem pode viver só, precisamos uns dos outros, e é fundamental reconhecer essa fragilidade que nos torna iguais.
Conviver com as diferenças é o que nos torna especiais, afinal, se todos fossem iguais em que consistiria o especial? Somos especiais quando podemos cozinhar melhor que quem cria outros produtos, como a máquina maravilhosa que lava minha louça. Somos especiais quando podemos ouvir um amigo, que sempre tem as palavras certas, dizer que somos importantes em sua vida. Somos ainda mais especiais quando podemos dizer a um amigo que ele faz parte de nossos pensamentos diários.
Ser especial é admitir-se menor. É ser superior porque ajuda quem pode menos. Somos especiais quando aceitamos servir e não ser servidos.
Essas passagens são necessárias todos os dias, porque é com elas que nos tornamos melhores a cada dia. E sem elas, continuamos os mesmos, e, para mim, ser hoje o mesmo de ontem é ser menos, porque somos o produto de um Deus que nos ama mais a cada dia e que acredita em nossa mudança constante. Não fosse assim, de que valeria Ele ter dado a vida por nós?
Uma transformação por dia, por mínima que seja, nos permitirá a grande passagem do egoísmo para a socialização, que nos conduzirá à solidariedade, a qual nos mostrará o caminho do amor.
Feliz Passagem para todos.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Desafios

Fazer tudo sempre da mesma forma é a melhor maneira de se sentir seguro, pois assim já sabemos o que funciona o que não. Entretanto, algumas vezes é necessário aceitar novos desafios, buscar novas oportunidades e provar para nós mesmos que somos capazes de realizar o novo com a mesma competência com que relizamos o tradicional. Aceitar as propostas que a vida nos põe à frente é admitir nossa possibilidade de superar limites, e ir além de nossas próprias expectativas.
Desafios são momentos de novas descobertas, de reconhecer quanto somos mutáveis e adaptáveis e, ainda, quanto de nós mesmos desconhecemos. Poder agir da maneira de sempre, aquela que sabemos ser correta, é muito mais cômodo do que iniciar novas tentativas, porque não temos qualquer garantia de que estas darão bons resultados. Por outro lado, quando não ousamos mudar passamos a vida sem saber o quanto somos capazes, quanto somos inteligentes, ou quanto de nós mesmos pode ser melhor que já somos.
Encarar desafios é admitir a si e mostrar ao mundo a incrível magia da novidade, às vezes assustadora, outras fantásticas!
Sejam bem-vindos Desafios.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Carnaval

Houve um tempo em que carnaval era festa cristã, repleta de significados que envolviam a família e as crenças em um Deus que sofreu pela libertação de seu povo. A festa continua repleta de significados, mas já não são os mesmos: hoje é desculpa para mostrar o corpo, beber, ultrapassar os limites da moral.
Não quero ser puritana, mas creio na importância dos limites, afinal somos indivíduos que merecem respeito, e que tipo de respeito esperamos quando nossas atitudes extrapolam as espectativas de uma sociedade que pretende educar. Penso que educar, nesse caso, é justamente apontar os limites: mostrar nosso corpo àqueles que amamos verdadeiramente; beber para apreciar e não para depreciar; fazer festa para comemorar, não para abusar.
Há uma distinção entre liberdade e libertinagem, a primeira nos permite agir até que o nosso direito não fira o do outro; o segundo, nos tira esse discernimento. Fico pensando no que as crianças que veem essa festa e seus participantes pensam, quando o pai diz que não ela não deve usar uma saia muito curta, ou uma blusa tão justa (eles ainda falam essas coisas?). Como convencer um filho sobre essas atitudes, se eles veem pessoas semi-nuas na televisão e milhares aplaudindo.
Como mãe, farei o possível para mostrar à minha filha o valor que ela tem, mas sei que ela conviverá com pessoas que não terão os mesmos valores que ela, e o que fazer? Proibir suas amizades? Não. Orientá-la bem para que ela seja exigente em suas escolhas. E quando ela quiser ir ao carnaval? Bem orientada, que vá, e tire suas próprias conclusões, como fiz anos atrás, quando pedi a meus pais para ir a um baile desses. Sua reação não foi das melhores, mas consentiram. Fui com minha irmã e amigas. A festa estava ótima, dançamos muito e nos divertimos, mas vimos situações, as quais não quero ver mais.
Meninas que se "esfregavam" em garotos desconhecidos, meninos bebendo loucamente, como se álcool fosse água, e a pior delas: um garoto sendo retirado da festa, carregado por paramédico com overdose, fico me perguntando como ele estará hoje...
Ninguém precisou dizer nada a respeito, nunca mais quis ir a um baile desses.
Que pena, pois acho a festa linda, tem um ritmo contagiante, mas nem todos conseguem curtir sem exagerar, então fico em casa, com minha família e fazemos nossa festa à parte. Espero que um dia aquele espírito de família seja resgatado e possamos novamente levar nossos filhos à essas festas sem medo do que possam ver.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Ser mãe ou profissional?

Muitas vezes encontro mães amigas que se deparam com esta pergunta: ser mãe ou profissional? Também já me encontrei com essa dúvida, e sempre digo a elas como resolvi o impasse: Ser as Duas!
Quem foi que disse que para ser uma boa mãe não se pode ser uma boa profissional? Ninguém com sabedoria divina diria tal sandice. Ao contrário, sábios diriam que ambas são funções divinas e que podem conviver ser conflito. É preciso, apenas, saber dosar ambas; saber o momento de ceder espaço de uma para outra; reconhecer a hora de diminuir as exigências sobre si mesma. Trata-se de um processo contínuo de adaptação, que mudará à medida que as necessidades de uma ou outra surgirem, mas, acima de tudo, à proporção que aprendemos a lidar com elas.
Houve um tempo em que ser mãe sequer fazia parte da minha lista de projetos e objetivos para a vida, naquela época dei o melhor de mim para me tornar uma grande profissional: talentosa, dedicada e sempre inteirada sobre todos os assuntos que envolviam a minha carreira como professora. Assim, quando a palavra mãe surgiu, então, no meu vocabulário, eu pude dedicar-me intensamente a essa maravilhosa jornada que nunca finda. E o melhor, não precisei deixar de lado meus projetos profissionais, porque esses não podem findar também, ou o meu trabalho perderia o sentido.
Ter me dedicado com tanto afinco ao trabalho antes de ser mãe, garantiu-me a experiência e o conhecimento necessários para agora desenvolver bem o meu trabalho, sempre me atualizando, mas sem mais a ânsia de saber tudo, agora com a disposição de aprender sempre. Mudou o foco; não a direção. Continuo trabalhando para ser uma profissional competente, mas hoje posso me dar o direito de reservar tempo para minha família, pois em épocas oportunas aproveitei todas as oportunidades para aprender além de minhas necessidades daquele momento.
Quando me tornei mãe, comecei a ver o mundo com outros olhos, pois a imagem da minha filha está sempre entre mim e o que vejo, e essa imagem tem o poder de me sensibilizar diante das mais adversas situações: vejo meus alunos como pessoas em desenvolvimento, que erram porque anseiam aprender; vejo meus semelhantes como pessoas que buscam excelência, como eu, mas cada um a seu modo; vejo minha vida como a melhor, muito melhor do que eu poderia imaginar. Gosto de parafrasear Jorge Amado: Deus me deu muito mais do que ousei pedir...
A cada dia, quando me levanto para o trabalho, agradeço a esse Deus maravilhoso que me permitiu ser mãe e profissional. Agradeço pela minha família de casa e pela do trabalho, pois é assim que vejo aquelas pessoas com quem aprendo todos os dias. Agradeço porque minha filha está crescendo, e a cada dia me ensina algo novo: ser paciente e esperar o momento certo de cada coisa é um desses ensinamentos. E peço a Deus que me permita saber ensinar à minha filha a importância que ser sua mãe e uma profissional têm em minha vida.
Posso dizer que seja fácil? Definitivamente, não. Mas é possível. Com um pouco de dedicação, amor por quem somos e fazemos, amor por aqueles para quem escolhemos viver. Costumo dizer que cada vez que me acostumo ao meu novo ritmo devido às mudanças de fases de minha filha, ela cresce mais um pouco e o processo de adaptação recomeça. Às vezes tenho a sensação de que essa adaptação nunca acabará, mas qual é o problemas? Nossa vida é assim: um barco que vai pelo oceano sempre em busca de um cais, e se for necessário, mudamos o sentido das velas, mas nunca o destino.
Para mim, o grande problema é não poder se adaptar às mudanças; eu posso! E me adaptarei tanto quanto for necessário, para manter meus títulos: Mãe e Profissional. E, se houver uma pedra no meio do caminho, abaixo-me e a retiro para poder continuar; se não puder retirá-la? Então farei dela parte de minha história, seja como degrau, banco ou lembrança, mas nunca um obstáculo intransponível.
Mães: se desejam ser profissionais, sejam! Mas sejam completas em ambos os momentos, nunca metade. E, justiça seja feita: eu não teria tanta determinação se não fosse pelo meu bom esposo, que me ama, conforta e apoia em todas as minhas decisões. Se você não puder ter esse companheiro leal, eleja outra pessoa para ser seu amparo nos momentos de dúvida, mas alguém leal o suficiente para te dizer: vá! Você consegue.
Por hora, Vá! Eu sei que você consegue!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

como é difícil ser honesto

Recentemente, tive o desprazer de precisar do serviço de vários profissionais liberais. Prestadores de serviços da construção civil.
Cobram quanto julgam valer ser trabalho, (eu sou assalariada, recebo o que meu empregador julga valer meu trabalho, como a maioria dos trabalhadores) não temos alternativa: pagamos ou não temos o serviço realizado. Até aí, tudo bem. A meu ver, é justo dar valor para aquilo que sabemos fazer bem, mas esse é o problema: sabem fazer, mas bem?
Foram tantos os problemas que chego à conclusão de que bom serviço está em extinção. E o prejuízo? Fica para quem?
Os prestadores de serviço querem seja para o proprietário da obra, mas pagamos pela qualidade do serviço, então temos o direito de exigi-la. Correto?
Quem náo concorda comigo, imagine-se indo ao supermercado, pagando a conta e levando para casa um carrinho de produtos estragados, quebrados, com a data de validade vencida. Imaginaram? Isso é justo? NÃO!!!
Mas ninguém compraria produtos nesses estados. A questão é que, quando contratamos os serviços exige-se pagamento antecipado, mas os problemas só aparecerão depois do serviço finalizado. E aí? O que fazer? Se já pagamos o valor total, já era...
Sugestão: NUNCA PAGUE ANTECIPADO!!!!
E mais, sempre que possível, condicione o pagamento final à conclusão da obra. Conclusão não é finalização, que isto fique bem claro: Conclusão = ato ou efeito de concluir, acabar, consumar, deixar apto para o uso; Finalizar deveria ter o mesmo sentido, mas para nossos prestadores de serviço parece ser apenas aparente final, sem qualquer conferência do funcionamento.
Amigos, sejamos honestos e, acima de tudo, exijamos honestidade. Creio que assim melhoraremos os resultados dos serviços a que pagamos.

abraços,

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Recomeço

Olá, Amigos

Primeiramente peço desculpas pelo período de reclusão... Fim de ano me deixa totalmente sem tempo. Mas o que importa é que novo ano começa, com novos desafios, novos trabalhos, novas conquistas. Desejo a todos um grande recomeço, porque assim podemos fazer tudo o que já fazíamos, só que melhorado. No filme "Colcha de retalhos", a personagem principal, decidida a desistir de todo um trabalho e começar outro, ouve as palavras sabias de sua avó que afirma ser mais fácil recomeçar e refazer o que se perdeu do que começar algo que não se sabe se funcionará. Concordo plenamente! Para mim, essa história de "ano novo, vida nova" só vale se a "nova" for um recomeço, melhorando tudo o que não foi tão bom, substituindo o que não deu certo, e arriscando-se mais um pouco por aquilo que se desejou e ainda não conquistou.
Fica então, aqui, meu desejo de um lindo e maravilhoso ano!