Barriga no chão, pés ao vento
Cabeça erguida, olhos passantes
Mente repleta de encantamento
Não se sabe se no amanhã ou no antes
As mãos passeiam lentamente
A cabeça às vezes ao lado cai.
Ora sorri, parece contente
Ora uma lágrima, do olho cai
Ficou triste a pequena menina,
De uma tristeza que não lhe pertence,
Tomou para si a dor, a pequenina,
Ainda que a respeito ela não pense
A dor passou, a tristeza se foi
E novo sorriso acompanha um olhar
Que em busca do infinito parece dizer “oi”
Ainda que esteja apenas a imaginar
De repente uma gargalhada
Olha ao redor; “será que alguém escutou?”
Que diferença faz? Nova risada,
Minutos depois sentou e chorou
Quanta emoção pode despertar
Em breves momentos de cumplicidade
O prazer que pode encontrar
Nas páginas do livro, qualquer idade...
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