quinta-feira, 20 de junho de 2013

É legítimo?


Os jovens estão nas ruas!
Estão mostrando suas caras e lutando por suas crenças, seus direitos, sua dignidade. Há anos escuto, como educadora, que os jovens estão alienados, não lutam por seus direitos, não entendem nada de política. Parece-me, agora, que a verdade é outra: eles sabem o que querem e estavam esperando o momento de agir.
Há quanto tempo sabemos da corrupção suja e descarada que acontece em todos os âmbitos governamentais brasileiros? Há quanto tempo vemos a impunidade imperando neste país? Há quanto tempo vemos obras superfaturas que levam anos além do planejado para ficar prontas (quando ficam)?
Há oito anos engolimos a seleção do Brasil para a realização da Copa do Mundo de 2014, ouvindo promessas que sabemos que não se cumprirão: um trem bala que ligaria nossa região à capital; ampliação de aeroportos; mais empregos diretos e indiretos (acho que este último se cumpre parcialmente). O trem não chegou, porque no Brasil é chique chegar atrasado; os aeroportos continuam como estavam, cheios de atrasos e voos cancelados, já que ninguém é punido. Empregos? Só nos canteiros de obras dos estádios grandiosos para um país pobre!
Mané Garrincha, em Brasília, 1,015 Bilhões de reais; Maracanã, RJ, 808,4 Milhões de reais; Arena Corinthians, SP, 820 Milhões, dentre outros... Contratos públicos ou privados, mas os privados recebem isenção de impostos... Será que eu também posso ter isenção de impostos???
Cotas para os chamados “excluídos”, por que não educação de qualidade para todos? Mensalão com textos alterados; Políticos envolvidos em escândalos financeiros que continuam se elegendo; Meses na fila de espera por uma consulta médica com especialista; Pessoas morrendo sem atendimento nos hospitais públicos; Inocentes morrendo vítimas da violência que assola este país. Estamos entre os 30 países do mundo que mais cobram impostos, mas ocupamos o último lugar  em termos de retorno à população.
E ainda acham que a manifestação dos jovens, hoje, pelas ruas de diversas cidades brasileiras é por causa de uma simples tarifa de ônibus que aumentou??
Só mesmo governantes ignorantes, corruptos e mentirosos continuam a dizer que essa manifestação popular não tem legitimidade. Tem, e muita. É uma das atitudes mais legítimas que já vi nesta população. Falta, apenas, que a vergonha pública atinja aos imunes governantes, em todas as instâncias do poder público, e que estes passem a exercer seus cargos com lisura, dignidade, respeito e honestidade. Os mesmos dos milhões de brasileiros que saem de suas casas todos os dias em busca de um trabalho digno para oferecer casa, comida e dignidade a suas famílias.

Esse Povo merece Respeito!!! Senhores governantes, deem ao povo o que é do povo!

quinta-feira, 6 de junho de 2013

As leis são feitas pra quem?

Tenho observado inúmeros desacatos às leis de trânsito (para não falar de todos os outros que vemos diariamente nas ruas, nos jornais, na mídia em geral). Trafego por ruas, supostamente, monitoradas por radares. Digo “supostamente” porque a indicação de limite de velocidade está lá, assim como as placas que afirmar haver fiscalização eletrônica, mas o que existe mesmo é um radar fixo em algumas das vias e, raras vezes, policiamento com radares móveis em outras. Consequência: se o radar limita a 70km/h, os motoristas reduzem a 60 ou menos a velocidade de seus carros quando estão próximos à câmera fiscalizadora, só.
Na rodovia tentam passar por cima dos motoristas que respeitam a velocidade e desejam realizar uma ultrapassagem. O limite é 110 km/h, estou trafegando nesse limite, mas passam por mim carros que chegam a chacoalhar o meu. Sequer sou capaz de imaginar suas velocidades.
O semáforo está fechado, mas alguns “espertinhos” têm tanta pressa que precisam ultrapassá-lo. Pare você que não tem nada para fazer da vida, está trafegando pelas ruas às 6h30 da manhã, ou às 16h ou às 20h, apenas pelo prazer de tirar seu carro da garagem e consumir combustível, que, aliás, está bem barato no nosso país.
Passar pela faixa de pedestre é uma missão impossível: você, pedestre, para, olha para ambos os lados e, depois que todos os carros passaram, atravessa a rua, quando a legislação brasileira, em seu Código Nacional de trânsito afirma no “Art. 70. Os pedestres que estiverem atravessando a via sobre as faixas delimitadas para esse fim terão prioridade de passagem, exceto nos locais com sinalização semafórica, onde deverão ser respeitadas as disposições deste Código.”
Há, sim, prioridade para estacionamento de idosos, deficientes físicos e, em alguns lugares, gestantes. Penso que seja justo, afinal trata-se de pessoas que, por alguma razão justa, necessitam de certa facilidade para estacionarem seus veículos.
Mas, indignam-me as vagas extensas para parada de vans e demais veículos em frete às escolas. Não pelo direito que eles detêm, mas porque não fazem uso dessas delimitações. Param em filas duplas, seja para embarque ou desembarque de alunos (clientes e filhos), sem se incomodarem. Afinal, vai se rapidinho...
Para atravessar a rua, todos os dias, a fim de entrar na escola onde trabalho, enfrento algumas dessas dificuldades: passar pela faixa e pelos veículos. Entretanto, hoje, uma amiga teve ser carro multado por parar nessa área reservada às vans. Que ela esteja errada, eu aceito. O que não aceito é que apenas ela seja punida. Poderia ter sido eu, porque dependendo do horário que chagamos para trabalhar realmente não há local próximo para estacionar nossos automóveis. Costumo chegar ao trabalho 20 minutos antes do meu horário por essa razão (detalhe, começo trabalhar às 7h, toda manhã, de segunda à sexta-feira).
E quanto às demais infrações?
A viatura policial esteve no local após uma denuncia feita por um motorista de van. Gostaria de saber se ele sempre para no local a esse fim designado. Concordo que os policiais cumpriram seu dever, mas gostaria que essa ronda fosse efetuada todos os dias, nos horários de entrada e saída de alunos. Mas sei que não é possível, pois não há pessoal suficiente para tal.
Por isso fica aqui a minha indignação: para quem são feitas as leis? Apenas para aqueles que estão no lugar certo, mas na hora errada.