Tenho
observado inúmeros desacatos às leis de trânsito (para não falar de todos os
outros que vemos diariamente nas ruas, nos jornais, na mídia em geral). Trafego
por ruas, supostamente, monitoradas por radares. Digo “supostamente” porque a
indicação de limite de velocidade está lá, assim como as placas que afirmar
haver fiscalização eletrônica, mas o que existe mesmo é um radar fixo em
algumas das vias e, raras vezes, policiamento com radares móveis em outras.
Consequência: se o radar limita a 70km/h, os motoristas reduzem a 60 ou menos a
velocidade de seus carros quando estão próximos à câmera fiscalizadora, só.
Na
rodovia tentam passar por cima dos motoristas que respeitam a velocidade e
desejam realizar uma ultrapassagem. O limite é 110 km/h, estou trafegando nesse
limite, mas passam por mim carros que chegam a chacoalhar o meu. Sequer sou
capaz de imaginar suas velocidades.
O
semáforo está fechado, mas alguns “espertinhos” têm tanta pressa que precisam
ultrapassá-lo. Pare você que não tem nada para fazer da vida, está trafegando
pelas ruas às 6h30 da manhã, ou às 16h ou às 20h, apenas pelo prazer de tirar
seu carro da garagem e consumir combustível, que, aliás, está bem barato no
nosso país.
Passar
pela faixa de pedestre é uma missão impossível: você, pedestre, para, olha para
ambos os lados e, depois que todos os carros passaram, atravessa a rua, quando
a legislação brasileira, em seu Código Nacional de trânsito afirma no “Art. 70.
Os pedestres que estiverem atravessando a via sobre as faixas delimitadas para
esse fim terão prioridade de passagem, exceto nos locais com sinalização
semafórica, onde deverão ser respeitadas as disposições deste Código.”
Há,
sim, prioridade para estacionamento de idosos, deficientes físicos e, em alguns
lugares, gestantes. Penso que seja justo, afinal trata-se de pessoas que, por
alguma razão justa, necessitam de certa facilidade para estacionarem seus
veículos.
Mas,
indignam-me as vagas extensas para parada de vans e demais veículos em frete às
escolas. Não pelo direito que eles detêm, mas porque não fazem uso dessas
delimitações. Param em filas duplas, seja para embarque ou desembarque de
alunos (clientes e filhos), sem se incomodarem. Afinal, vai se rapidinho...
Para
atravessar a rua, todos os dias, a fim de entrar na escola onde trabalho,
enfrento algumas dessas dificuldades: passar pela faixa e pelos veículos.
Entretanto, hoje, uma amiga teve ser carro multado por parar nessa área
reservada às vans. Que ela esteja errada, eu aceito. O que não aceito é que
apenas ela seja punida. Poderia ter sido eu, porque dependendo do horário que
chagamos para trabalhar realmente não há local próximo para estacionar nossos
automóveis. Costumo chegar ao trabalho 20 minutos antes do meu horário por essa
razão (detalhe, começo trabalhar às 7h, toda manhã, de segunda à sexta-feira).
E
quanto às demais infrações?
A
viatura policial esteve no local após uma denuncia feita por um motorista de
van. Gostaria de saber se ele sempre para no local a esse fim designado.
Concordo que os policiais cumpriram seu dever, mas gostaria que essa ronda
fosse efetuada todos os dias, nos horários de entrada e saída de alunos. Mas
sei que não é possível, pois não há pessoal suficiente para tal.
Por
isso fica aqui a minha indignação: para quem são feitas as leis? Apenas para
aqueles que estão no lugar certo, mas na hora errada.
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