sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Mais um...

Mais um ano se inicia, mais um desafio se revela, mais uma expectativa. Todo começo de ano é assim, parece que tudo mudou, mas, quando olhamos mais de perto, percebemos que somos nós a mudar. Por menos óbvias que pareçam, as mudanças em nós mesmos sempre ocorrem. Quem nunca interrompeu uma conversa para dizer espantado “nossa, eu disse isso?”? Creio que muitos de nós já, e o assombro é justamente pela grandiosidade do que fora dito. Mudamos tão rapidamente que nem nos damos conta de quanto evoluímos.
Quem tem (ou teve) a oportunidade de conviver com uma criança em sua primeira infância (até os 5 anos), deve ter se perguntado inúmeras vezes “como é possível?”, diante das transformações em todos os aspectos vividos por uma criança: de um dia para outro a roupa não serve mais; hoje ela fala o que não falava ontem; de repente sai andando sozinha e logo corre, pula, anda de bicicleta; uma pergunta que você não sabe de onde saiu... Nossa! São tantas as mudanças que muitas vezes parece que não conseguimos acompanhar.
Acontece que não são apenas as crianças que mudam; todos nós mudados, mas de forma mais discreta...
Sou professora há 12 anos, mas quando olho para traz tenho a sensação de que nunca fiz o que faço agora, mas sempre ensinei os mesmos conteúdos. Ora, é que eu não sou a mesma... Houve uma época em que eu achava que tinha que falar tudo, hoje sei que tenho que ouvir antes, deixar as perguntas aparecerem primeiro, e falar só o necessário, ainda que vá além do que eu pretendia, ou nem chegue perto...
Aula de mesmo conteúdo em diferentes salas não pode ser igual! Porque os alunos não são os mesmo, e é preciso que eles mostrem o caminho para que eu possa caminhar com eles, ajudando-os a construir saberes e retirar obstáculos, além, é claro, de ajudá-los a perceber que mudam o tempo todo...
E aceitando que mudamos é que devemos nos impor novas metas, novos desafios. Você já pensou no que quer mesmo fazer em 2014 que ainda não fez? Se não, é hora de pensar; se sim, já é tempo de agir. Minha avó aos 76 anos decidiu aprender a ler, ler de verdade, não apenas os letreiros dos ônibus ou nome dos alimentos. Hoje ela está lendo um livro! Meu Deus, nem sei como expressar a minha alegria pela conquista dela; ela expressa lendo.
Uma amiga disse recentemente que quer aprender a tocar piano e eu disse a ela que vá mesmo! Se os dedos estiverem duros, aprendem-se novos exercícios e logo eles obedecerão. Porque mais aprendemos, quanto mais queremos.

Seja hoje melhor que ontem, mas não melhor que amanhã. Encare novos desafios o lute por vencê-los. Chegue a dezembro dizendo “conquistei tantas coisas que 2014 vai deixar lembranças”! E não se lastimando porque mais um ano acabou. As minhas metas eu já tracei, e você?