Confesso que me incomoda essa mania do
ser humano de achar que tudo que é seu é melhor: minha cultura é melhor que a
do outro; minhas opiniões são melhores que as dos outros; meu jeito de agir é
melhor que o dos outros; minha crença é a melhor... Já está na hora de pararmos
com esse egoísmo barato e começarmos a respeitar os outros, assim como queremos
ser respeitados.
Eu julgava inaceitável os pais escolherem
esposos para as filhas, até ler o livro O caçador de pipas, então entendi que o
fato de os pais quererem o melhor para suas filhas, e aqui se inclui a garantia
de uma vida digna, é um forte motivo apresentado naquela estória. Posso negá-lo?
Não! Dentre outras razões, esta me fez mudar meu pensamento: aquela cultura tem
seus fundamentos.
Casal homossexual adotar uma criança?
Absurdo! Podem responder alguns. Louvável! Eu diria. Quantas são as crianças
que passam dia após dia esperando por um lar, por uma família? Milhares. Quantas
são as pessoas dispostas o oferecem isso a elas? Não saberia responder, mas
julgo serem poucas. Oras, dois homens ou duas mulheres são incrivelmente
humanos e solidários quando se dispõem a amar uma criança que outros
desprezaram. Seu gesto é minimante maravilhoso.
Quando o assunto é opção religiosa,
minha indignação é ainda maior. Tenho a minha, respeito seus preceitos e
sigo-os. Mas o que vale, realmente, a meu ver, é seguir o maior mandamento de
todos: amar ao próximo como a si mesmo. Quando somos capazes de seguir esse
mandamento (um só!) tornamo-nos pessoas mais dignas: respeitamos; não julgamos;
oferecemos auxílio; não queremos tirar vantagem das diferentes situações da
vida.
Sejamos menos hipócritas e reconheçamos
que, qualquer que seja a crença professada, desde que com respeito ao próximo,
é aceita pelo criador. Quem disse que esta ou aquela religião pode nos salvar? O
que pode, mesmo, nos salvar ou condenar são os nossos atos. Então, amemos mais,
respeitemos mais, sejamos mais solidários e, assim, vivamos em um mundo melhor.
Sim, defendo Jesus, porque creio em seu
exemplo, para mim, o melhor que o mundo já teve. Mas houve outros grandes
mestres que não merecem menos respeito. Talvez se eu os conhecesse melhor os
admiraria mais.
Quem foi que disse que o meu é melhor? Pode
ser o melhor para mim, para minha família. Mas o melhor mesmo é poder conviver
com as diferenças respeitando-as. É isso que estou ensinando à minha filha. Porque
me foi ensinado.
O ser humano tende a isso, infelizmente, mas se cada um de nós começarmos a mudar, quem sabe um dia não fica melhor, mesmo que do jeito de cada um? (:
ResponderExcluirOlha só o meu blog: http://sldgsoldameianoite.blogspot.com.br/
beijo,
Sarah