sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Campanha eleitoral


As eleições estão chegando e, apresentando-as, as campanhas eleitorais. finalmente, mais limpajá que os cartazes de papel estão proibidos e as placas devem respeitar a diversas regras sobre seu tamanho e local de exposição. Contudo, ainda nos incomodamos com a propaganda eleitoral gratuita. Creio que os políticos brasileiros estejam tão desacreditados que não temos mais paciência para sentar em frente à televisão e ouvi-los.
 Ontem, estava eu em um consultório médico, no horário da tal campanha e, sem opção, assisti a ela, ou parte de. Um candidato terminou seu horário apresentando pessoas comuns, possíveis eleitores, que, supostamente, criticavam outro candidato. Nenhum nome fora pronunciado, mas ficou-me evidente de quem tratavam devido ao que diziam: acusações que eu já ouvira, de forma mais direta, em outros programas.
Então fica-nos a pergunta: em que, ou quem, acreditar? Afinal, quem diz a verdade? O referido candidato atacado defende-se em seu horário alegando honestidade, entretanto, usa de um discurso retórico, aquele em que se diz apenas o que interessa. Ou seja, não entendi se sua defesa nega o que o outro acusou ou diz algo que ele julgou mais interessante.
Como ficamos nós, os eleitores? Se um candidato ocupa parte de seu horário gratuito depreciando a imagem do outro, será que não tem propostas suficientes para preencher seu tempo? Penso que quem ataca tem medo de ser atacado. Quem muito tem a dizer de si, não gasta tempo precioso fazendo as pessoas se lembrarem do outro.
Difícil, não?! Como escolher um candidato honesto, quando não conseguimos acreditar nas palavras que usam? Precisamos de um chá de democracia. Mas a democracia verdadeira, aquela que garante direito a todos, não apenas em benefício de alguns.
No dia em que voltarmos a agir como civis responsáveis, usarmos nossa memória para não votar em quem já roubou ou mentiu, votarmos pensando no bem comum e não naquilo que convém unicamente a nós, talvez, então, descobriremos que a democracia somos nós: pessoas de bem que lutam pelo bem.
Por hora, façamos a nossa parte e votemos conscientes, procurando escolher ao menos alguém que possa tentar agir dignamente.




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