terça-feira, 10 de julho de 2012

E as sacolinhas?


Há alguns meses, quem vai ao supermercado tem de levar suas próprias sacolas para levar as compras para casa. Isso porque ser determinou que as inofensivas sacolinhas são as responsáveis pela poluição de rios, mares e ruas. As discussões sobre prós e contras das sacolinhas duraram meses, até que uma lei as proibiu em todos os supermercados do estado de São Paulo.
O que mudou? Começamos a comprar sacos plásticos para colocar o lixo. E esses sacos, não poluem? Há quem alegue que eles são degradáveis com mais facilidade que as sacolinhas. E por que as sacolinhas não poderiam o ser? Porque ficariam muito frágeis. Era uma das respostas.
De fato. Os tais sacos de lixo já foram rasgados duas vezes em frente à minha casa, pelos coletores que, ao pegarem-no da lixeira, rasgam os saquinhos, dada sua fragilidade. E eu tenho de pegar o lixo que se espalha pela rua. Oras, a sacolinha nunca rasgou, então a higiene era maior, concordam?
Além disso, vi algumas vezes pessoas saindo do supermercado carregando suas compras nas mãos, pois haviam esquecido suas sacolas em casa e alguns estabelecimentos preferiam reciclar as caixas de papelão a oferecê-las aos clientes como opção às sacolinhas.
No último dia 25 de junho, uma juíza (sábia, eu diria), decretou que os estabelecimentos comerciais voltem a oferecer as sacolinhas e em seguida procurem opções mais ecológicas como embalagens de material biodegradável ou de papel, todos gratuitos. Brilhante decisão. Afinal: primeiro, nenhum do estabelecimentos que frequento diminuiu o valor dos produtos por não oferecer mais as sacolinhas; segundo, o problema da poluição não é culpa das sacolinhas, mas da falta de conscientização das pessoas que as utilizam.
Ainda cabe aos interessados recurso contra essa decisão, mas espero que haja maior bom senso por parte daqueles que podem decidir e pensem em como conscientizar as pessoas, sem punir aqueles que já agem conforme a natureza pede: com respeito.
Eu continuarei levando minhas sacolas para o supermercado, afinal já as tenho e posso fazer minha parte. Mas fico feliz em saber que, se eu me esquecer das sacolas, não precisarei carregar minhas comprar nos braços, eles poderão continuar livres para carregar minha filha.

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