Há alguns anos, ouvi um colega de
profissão dizer que pai ruim é pai bom. Parecia contraditório, mas depois de
algumas palavras ele me convenceu de que tinha razão e, mais, não havia
contradição. Anos se passaram e eis que concluo que ele tinha toda a razão!
Vamos entender.
Pai bom diz sempre sim; pai ruim diz sim quando pode, mas usa o
não todas as vezes que for necessário, sem peso na consciência, afinal, o não é
para o bem do filho.
Pai bom é sempre legal, porque é permissivo; pai ruim é chato
porque impõe limites e estes nem sempre agradam aos filhos.
Pai bom deixa, até o que não se deve
deixar; pai ruim proíbe até o que parece ridículo: “todos vão, menos eu”, quem
nunca usou essa frase?
Pai bom não olha caderno, nem hora que
chega; pai ruim olha mais que isso, sabe o que escreveu e quem foi a companhia.
Enfim, pai ruim é aquele que realmente se
preocupa. Tanto que não sabe dizer sim, mesmo com dor, quando reconhece que
esse sim significa sofrimento futuro.
Se você é um pai ruim, junte-se a mim e
mostre para seu filho o quanto você o ama. Talvez os filhos não compreendam
agora, mas no futuro nos agradecerão por amá-los tanto.
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