sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Exigir é bom




Há alguns anos, ouvi um colega de profissão dizer que pai ruim é pai bom. Parecia contraditório, mas depois de algumas palavras ele me convenceu de que tinha razão e, mais, não havia contradição. Anos se passaram e eis que concluo que ele tinha toda a razão! Vamos entender.
Pai bom diz sempre sim; pai ruim diz sim quando pode, mas usa o não todas as vezes que for necessário, sem peso na consciência, afinal, o não é para o bem do filho.
Pai bom é sempre legal, porque é permissivo; pai ruim é chato porque impõe limites e estes nem sempre agradam aos filhos.
Pai bom deixa, até o que não se deve deixar; pai ruim proíbe até o que parece ridículo: “todos vão, menos eu”, quem nunca usou essa frase?
Pai bom não olha caderno, nem hora que chega; pai ruim olha mais que isso, sabe o que escreveu e quem foi a companhia.
Enfim, pai ruim é aquele que realmente se preocupa. Tanto que não sabe dizer sim, mesmo com dor, quando reconhece que esse sim significa sofrimento futuro.
Se você é um pai ruim, junte-se a mim e mostre para seu filho o quanto você o ama. Talvez os filhos não compreendam agora, mas no futuro nos agradecerão por amá-los tanto.

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