Hoje vivenciei um fato, bastante desagradável, que me fez lembrar desta história. E, aqui está.
Queridos alunos, leiam, aprendam a lição e reflitam sobre o tipo de pessoa que pretende ser, hoje e sempre.
Amo vocês.
Elizânia
Bernardo tinha onze anos e, cada oportunidade que surgia, ele ia pescar num lago perto de sua casa.
A temporada de pesca só começaria no dia seguinte, mas Bernardo e o pai, seu José, saíram no final da tarde para pegarem apenas peixes, cuja pesca estava liberada.
Bernardo amarrou uma isca e começou a arremessar o anzol na água.
Escureceu.
De repente, Bernardo sentiu o anzol sendo puxado, e logo percebeu se tratar de um peixe pesado do outro lado da linha. Enquanto o menino retirava o peixe, agarrado ao anzol, seu José admirava a habilidade do filho, apesar dele ainda ser uma criança.
Era o maior peixe que Bernardo já tinha visto, porém, sua pesca só era permitida na temporada, portanto, apenas no dia seguinte. Pai e filho ficaram por alguns segundos olhando para aquele peixe tão grande, que seria uma maravilhosa refeição.
Seu José, então, pegou uma lanterna e resolveu saber as horas. Seu relógio marcava dez da noite. Faltavam duas horas para o dia seguinte, quando seria aberta a temporada de pesca. Portanto, naquela noite ainda era proibida a pesca àquele tipo de peixe. Ele então, falou para Bernardo:
- Esse peixe é o melhor que já pegamos. Mas temos que devolvê-lo para a água, filho.
Bernardo, reclamou:
- Mas, pai, e se a gente não pegar outro igual a esse nunca mais?
E seu José, mesmo não querendo magoar o filho, insistiu:
- Vamos, coloque o peixe na água outra vez!...vai aparecer outro ...
E Bernardo, contrariado, falou:
- É, vai aparecer... mas não tão grande quanto esse!
Bernardo olhou ao redor do lago e viu que não havia mais pescadores ou embarcações. Olhou para o pai, mas sabia que, mesmo sem ninguém por perto, ele não mudaria sua decisão. Foi então, que o menino começou a tirar o anzol da boca do enorme peixe e o devolveu à água.
Naquele momento, Bernardo teve a certeza de que jamais veria um peixe tão grande quanto aquele.
Trinta anos se passaram.
Bernardo agora é um arquiteto bem sucedido. Construiu um chalé, onde morou na infância, e costuma levar os filhos para pescar nos fins de semana.
Realmente, nunca mais viu outro peixe tão grande quanto o que pescou na naquela noite, véspera da temporada de pesca. Porém, sempre “vê o mesmo peixe”, repetidamente, todas as vezes em que se depara com uma questão de ética.
LIÇÃO DE VIDA:
O pai de Bernardo lhe ensinou que ética é uma questão de certo e errado.
Agir corretamente, quando se está sendo observado, é uma coisa. A ética, porém, está em agir corretamente quando ninguém está nos vendo.
Essa conduta reta só é possível quando, desde criança, aprendemos “a devolver o peixe à água!!!”
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