quarta-feira, 9 de maio de 2012

Pescaria inesquecível (legível)

Alguns anos atrás, recebi esta mensagem por email, confesso já não me recordar quem o enviara, mas o guardei, porque seu teor é uma beleza singular, além de expressar a virtude que, para mim, é a mais bela e importante de todas: HONESTIDADE.

Hoje vivenciei um fato, bastante desagradável, que me fez lembrar desta história. E, aqui está.
Queridos alunos, leiam, aprendam a lição e reflitam sobre o tipo de pessoa que pretende ser, hoje e sempre.

Amo vocês.

Elizânia


Bernardo tinha onze anos e, cada oportunidade que surgia, ele ia pescar num lago perto de sua casa.

A temporada de pesca só começaria no dia seguinte, mas Bernardo e o pai, seu José, saíram no final da tarde para pegarem apenas peixes, cuja pesca estava liberada.

Bernardo amarrou uma isca e começou a arremessar o anzol na água.

Escureceu.

De repente, Bernardo sentiu o anzol sendo puxado, e logo percebeu se tratar de um peixe pesado do outro lado da linha. Enquanto o menino retirava o peixe, agarrado ao anzol, seu José admirava a habilidade do filho, apesar dele ainda ser uma criança.

Era o maior peixe que Bernardo já tinha visto, porém, sua pesca só era permitida na temporada, portanto, apenas no dia seguinte. Pai e filho ficaram por alguns segundos olhando para aquele peixe tão grande, que seria uma maravilhosa refeição.

Seu José, então, pegou uma lanterna e resolveu saber as horas. Seu relógio marcava dez da noite. Faltavam duas horas para o dia seguinte, quando seria aberta a temporada de pesca. Portanto, naquela noite ainda era proibida a pesca àquele tipo de peixe. Ele então, falou para Bernardo:

- Esse peixe é o melhor que já pegamos. Mas temos que devolvê-lo para a água, filho.

Bernardo, reclamou:

- Mas, pai, e se a gente não pegar outro igual a esse nunca mais?

E seu José, mesmo não querendo magoar o filho, insistiu:

- Vamos, coloque o peixe na água outra vez!...vai aparecer outro ...

E Bernardo, contrariado, falou:

- É, vai aparecer... mas não tão grande quanto esse!

Bernardo olhou ao redor do lago e viu que não havia mais pescadores ou embarcações. Olhou para o pai, mas sabia que, mesmo sem ninguém por perto, ele não mudaria sua decisão. Foi então, que o menino começou a tirar o anzol da boca do enorme peixe e o devolveu à água.

Naquele momento, Bernardo teve a certeza de que jamais veria um peixe tão grande quanto aquele.

Trinta anos se passaram.

Bernardo agora é um arquiteto bem sucedido. Construiu um chalé, onde morou na infância, e costuma levar os filhos para pescar nos fins de semana.

Realmente, nunca mais viu outro peixe tão grande quanto o que pescou na naquela noite, véspera da temporada de pesca. Porém, sempre “vê o mesmo peixe”, repetidamente, todas as vezes em que se depara com uma questão de ética.

LIÇÃO DE VIDA:

O pai de Bernardo lhe ensinou que ética é uma questão de certo e errado.

Agir corretamente, quando se está sendo observado, é uma coisa. A ética, porém, está em agir corretamente quando ninguém está nos vendo.

Essa conduta reta só é possível quando, desde criança, aprendemos “a devolver o peixe à água!!!”


Nenhum comentário:

Postar um comentário