Passado um dia da comemoração do dia das mães, quero falar dessa personalidade que habita nossos lares. Sejam as nossas mães, ou nós mesmas, presenciamos um misto de características nessas mulheres incríveis que se desdobram noite e dia para cumprirem seu papel.
Nascemos e nos dão bonecas, parece que nos querem mesmo mães. Crescemos e aprendemos que há muito mais que bonecas a brincar: bolas, jogos, carrinhos. Aprender a dirigir tem sido um sonho para muitas meninas aos 18 anos, que bom, estamos conquistando nosso espaço, sem imposições sociais. Já somos a maioria nos cursos superiores e, também, nas pesquisas científicas, conquistamos destaque.
Ser mulher na sociedade atual tem sido um desafio muito maior que no passado. Antes, sem direito de escolha, as mulheres aceitavam passivamente assumir o papel de esposa, dona de casa e mãe. Hoje, com todas as conquistas feministas, fazemos muitas escolhas, estudamos e, com excelência, desempenhamos nossas profissões.
Mas, quando a decisão é ser, também, mãe, tudo se acumula. Não deixamos de ser profissionais competentes quando temos filhos, mas assumimos jornada dupla, com muitas noites sem dormir, sem deixar o desempenho cair no trabalho.
Os filhos vão crescendo e nossas demandas junto: levar para escola, balé, futebol. Reaprender a brincar de boneca, ou se tornar um super-herói (e às vezes o vilão). Vestimos fantasias de princesas e de guerreiras intergalácticas. Aprendemos a fazer papinha e também lasanha (que nunca fica igual a da vó)e nos reinventamos todos os dias para desenvolver esse papel que nos demos na vida.
Querem-nos imbatíveis e indestrutíveis, mas não somos. Choramos, sofremos, sentimos dores. Muitas vezes sem verbalizar, porque não queremos nossos pequenos preocupados com nós. Tentamos ser mais fortes que podemos, superar limites, vencer desafios. Em geral cumprimos bem essas tarefas todas, contudo, preciso dizer, é necessário algumas vezes mostrar nossas fraquezas, pedir ajuda, permitir que nos ajudem.
Não precisamos ser mulheres-maravilha todos os dias, podemos ser só nós mesmas, cheias de defeitos, de dores, de cansaço. E, se alguém ousar nos cobrar por isso, sejamos amazonas suficientes para derrubar esse alguém e lhe dizer: te desafio a fazer melhor que eu.
Ser mãe, mulher, profissional e personagem das inúmeras invenções de nossos filhos já é mais do que qualquer outro ser conseguiria. Não se cobre, seja apenas você, mas cobre que te vejam como um ser frágil e indefeso, que quer uma mão, um colo e, acima de tudo, respeito.
Nenhum comentário:
Postar um comentário