Mais um ano se inicia, mais um desafio se revela,
mais uma expectativa. Todo começo de ano é assim, parece que tudo mudou,
mas, quando olhamos mais de perto, percebemos que somos nós a mudar. Por menos óbvias
que pareçam, as mudanças em nós mesmos sempre ocorrem. Quem nunca interrompeu
uma conversa para dizer espantado “nossa, eu disse isso?”? Creio que muitos de
nós já, e o assombro é justamente pela grandiosidade do que fora dito. Mudamos tão
rapidamente que nem nos damos conta de quanto evoluímos.
Quem tem (ou teve) a oportunidade de conviver com
uma criança em sua primeira infância (até os 5 anos), deve ter se perguntado
inúmeras vezes “como é possível?”, diante das transformações em todos os
aspectos vividos por uma criança: de um dia para outro a roupa não serve mais; hoje
ela fala o que não falava ontem; de repente sai andando sozinha e logo corre,
pula, anda de bicicleta; uma pergunta que você não sabe de onde saiu... Nossa!
São tantas as mudanças que muitas vezes parece que não conseguimos acompanhar.
Acontece que não são apenas as crianças que
mudam; todos nós mudados, mas de forma mais discreta...
Sou professora há 12 anos, mas quando olho para
traz tenho a sensação de que nunca fiz o que faço agora, mas sempre ensinei os
mesmos conteúdos. Ora, é que eu não sou a mesma... Houve uma época em que eu
achava que tinha que falar tudo, hoje sei que tenho que ouvir antes, deixar as
perguntas aparecerem primeiro, e falar só o necessário, ainda que vá além do
que eu pretendia, ou nem chegue perto...
Aula de mesmo conteúdo em diferentes salas não
pode ser igual! Porque os alunos não são os mesmo, e é preciso que eles mostrem
o caminho para que eu possa caminhar com eles, ajudando-os a construir saberes
e retirar obstáculos, além, é claro, de ajudá-los a perceber que mudam o tempo
todo...
E aceitando que mudamos é que devemos nos impor
novas metas, novos desafios. Você já pensou no que quer mesmo fazer em 2014 que
ainda não fez? Se não, é hora de pensar; se sim, já é tempo de agir. Minha avó
aos 76 anos decidiu aprender a ler, ler de verdade, não apenas os letreiros dos
ônibus ou nome dos alimentos. Hoje ela está lendo um livro! Meu Deus, nem sei
como expressar a minha alegria pela conquista dela; ela expressa lendo.
Uma amiga disse recentemente que quer aprender a
tocar piano e eu disse a ela que vá mesmo! Se os dedos estiverem duros,
aprendem-se novos exercícios e logo eles obedecerão. Porque mais aprendemos,
quanto mais queremos.
Seja hoje melhor que ontem, mas não melhor que
amanhã. Encare novos desafios o lute por vencê-los. Chegue a dezembro dizendo “conquistei
tantas coisas que 2014 vai deixar lembranças”! E não se lastimando porque mais
um ano acabou. As minhas metas eu já tracei, e você?
Adoro seus textos Elizânia! Você foi uma ótima professora ao longo de 2013, muito obrigada por todos os ensinamentos, tanto para o Vestibular, quanto para a vida.
ResponderExcluirFeliz 2014!